A endometriose é uma doença que afeta milhões de mulheres e pode trazer impactos significativos na qualidade de vida. Por ser uma doença crônica, infelizmente, ainda não há uma cura definitiva. Mas, existem tratamentos que podem ajudar a aliviar e controlar os seus sintomas.
Claro que, como toda condição de saúde, a eficácia dos tratamentos pode variar de acordo com cada paciente. Em alguns casos, é necessário, inclusive, realizar procedimentos cirúrgicos para amenizar os sintomas da endometriose.
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Neste artigo, vamos falar sobre tratamentos não-cirúrgicos eficazes para amenizar os sintomas da endometriose, controlar o crescimento do tecido endometrial e garantir mais qualidade de vida para a mulher.
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Tipos de Endometriose
Para compreender os tratamentos para a endometriose, é essencial entender que existem diferentes tipos da doença, que podem afetar o organismo de formas variadas. A endometriose é caracterizada pelo crescimento do tecido endometrial fora do útero, e esse tecido pode estar localizado em diferentes regiões do corpo:
Endometriose superficial: a endometriose superficial é o tipo mais comum da doença. Nós chamamos de superficial porque as lesões não ultrapassam os 5mm de profundidade, ficando na superfície do peritônio, uma membrana que envolve o abdômen. Geralmente apresenta sintomas mais leves e fáceis de serem tratados.
Endometriose profunda: Esse é o tipo mais grave de endometriose. Caracterizada por lesões que penetram profundamente nos tecidos, afetando órgãos como ovários, intestino, bexiga e ligamentos pélvicos. Geralmente causa dores intensas e maiores desafios no tratamento.
Endometriose ovariana: Ocorre quando os focos de endometriose acontecem nos ovários, gerando endometriomas ovarianos, conhecidos popularmente como “cistos de chocolate” devido ao seu conteúdo espesso e escuro. Eles podem comprometer a função ovariana e impactar a fertilidade.
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Como é feito o diagnóstico de endometriose?
Fazer o diagnóstico correto da doença é um passo crucial para garantir o tratamento mais eficaz. Aqui, geralmente, começo com o histórico clínico da paciente, então escuto com atenção relatos sobre dores, alterações menstruais e queixas intestinais ou urinárias.
Solicito o exame de MAPEAMENTO DE ENDOMETRIOSE, que normalmente é feito com o ultrassom transvaginal, para confirmar as suspeitas, bem como localizar as lesões e identificar sinais de comprometimento pélvico.
Em alguns casos, quando o ultrassom ainda deixa dúvidas, precisamos fazer a ressonância magnética da pelve. Esse exame permite visualizar com mais precisão as lesões, inclusive as que ficam em órgãos adjacentes ou acima do abdômen, é um exame super importante para realizar cirurgias, por exemplo.

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Tratamentos para a Endometriose: Quais são as opções e como funcionam?
Os tratamentos para endometriose variam bastante de mulher para mulher. Isso por conta da doença ser complexa e poder se manifestar de maneiras diferentes em cada organismo.
Os tratamentos clínicos para endometriose são feitos a partir de medicamentos que controlam a produção e captação de hormônios no corpo, principalmente o estrogênio e progesterona, limitando o crescimento das células endometriais, impedindo a progressão da doença. Vamos ver alguns dos tratamentos mais comuns hoje em dia para endometriose:
Pílulas anticoncepcionais: as pílulas são opções eficazes para controlar a doença. Existe uma variedade muito grande no mercado, com doses e combinações hormonais diferentes.
DIU hormonal: Além de ser um dos métodos contraceptivos mais eficazes, o DIU hormonal também é um grande aliado no combate aos sintomas da endometriose. Esse pequeno dispositivo é inserido diretamente no útero, onde libera levonorgestrel, um hormônio análogo à progesterona.
Ele pode reduzir o volume e as cólicas menstruais, amenizando os sintomas da endometriose. Além de ser um dos tratamentos que menos possui efeitos colaterais, por atuar diretamente no útero e não precisar percorrer a corrente sanguínea.
Medicamentos a base de progesterona: Esses medicamentos podem reduzir o crescimento do tecido endometrial fora do útero. Eles podem ser via oral, injetável ou uso tópico.
Análogos de GnRH: Esses medicamentos servem para induzir uma parte do cérebro, chamada hipotálamo, a liberar o GnRH, um hormônio que é liberado na gravidez. Isso reduz drasticamente os níveis de estrogênio no corpo.
E claro, em alguns casos a cirurgia para endometriose é necessária, como citado anteriormente. Clique aqui e saiba mais sobre a cirurgia para endometriose.
Endometriose Atrapalha a Fertilidade?
A fertilidade é uma das grandes preocupações das mulheres com endometriose que desejam engravidar. De fato, os focos da doença, as inflamações crônicas e as aderências podem prejudicar as funções ovarianas e a qualidade dos óvulos, dependendo da localização. Mas isso não significa que toda mulher com endometriose terá dificuldade para engravidar.
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Conclusão
Se você sofre com os sintomas da endometriose, saiba que existem diversas opções de tratamento eficazes para melhorar sua qualidade de vida. Desde o manejo clínico com medicamentos e mudanças de hábitos até as cirurgias minimamente invasivas, o importante é contar com o acompanhamento de um ginecologista especialista.
Aqui em Curitiba, estou pronta para ajudar você a entender seu quadro, esclarecer dúvidas e traçar um plano de tratamento personalizado, que leve em conta suas necessidades, objetivos e bem-estar. Não deixe que a dor e os sintomas limitem sua vida, clique aqui, agende sua consulta, e dê o primeiro passo para uma vida mais leve e saudável!